O desenho existe desde os primórdios da humanidade, que sentia a necessidade de se expressar e se comunicar. Para isso, faziam uso dos desenhos em uma época que não existia a escrita, nem qualquer tipo de material para registro, como o papel e o lápis. Por volta de 1450 na Itália, usava-se o termo disegno; e em outros países europeus apesar de os termos serem diferentes, o desenho já começava a ganhar importância entre os artesãos nas suas atividades.

Na época do Renascimento ocorreu um grande movimento de disseminação, conhecimento e aperfeiçoamento de métodos para construir coisas necessárias para melhorar a vida. Leonardo da Vinci, que contribuiu muito para invenções e desenvolvimento das diversas áreas da ciência e artes, fez o desenho conhecido como Homem Vitruviano. A ideia era demonstrar as proporções fisiológicas do corpo humano, baseado em textos do arquiteto romano Vitrúvio, anos antes de cristo, que relacionava o corpo humano com a arquitetura. Quase três séculos depois, o matemático francês Gaspar Monge conseguiu compilar todo o conhecimento sobre o desenho técnico nos estudos da geometria descritiva. A partir disso, países europeus começaram a vislumbrar o desenho técnico como uma ferramenta tecnológica.

No decorrer dos anos com a Revolução industrial, a necessidade de fazer uso das técnicas de desenho foi se impondo. Basicamente, o desenho técnico é uma representação gráfica de um objeto real, isto é, no espaço tridimensional. As regras e normas para realizar um desenho técnico foram criadas e desenvolvidas e não é possível iniciar uma ideia tecnológica sem antes elaborar um desenho.

Autoria

  • Karla Acemano De Jesus
    Engenheira
    Mesquita-RJ
    Doutora em Engenheira Química e Especialista em Eng de Segurança e Higiene do Trabalho. Docente, Perita e Consultora técnica.

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