A Indústria dos Processos Químicos – Produtos e Faturamento

A nova classificação internacional para a indústria química foi aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e publicada na Revisão 4 da International Standard Industry Classification (ISIC). O IBGE junto a ABIQUIM , definiu uma nova Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) englobando os produtos químicos nessa classificação.

A indústria química recebe a matéria-prima, que pode estar nos estados sólidos, líquidos e gasoso, em soluções ou suspensões gasosas. Utilidades como vapor, energia elétrica, água tratada, gases, ar comprimido e recursos para manutenção e instrumentação também são necessários para que as etapas sejam concluídas. A partir das suas etapas interligadas produtos, subprodutos e resíduos poluentes (resíduos sólidos recicláveis, tratáveis, incineráveis e para aterros, além de efluentes (líquidos) e emissões gasosas) são gerados. O processo químico compreende várias etapas incluindo preparação das matérias-primas, que em sequência passam por transformações químicas e físicas; e etapas subsequentes de purificação do produto, e processo de embalagem. A matéria-prima pode ser separada em frações (sem sofrer transformação química) ou em outros produtos (sofrendo transformação química). Essa produção visa abastecer e atender as demandas do consumidor com técnicas de fabricação e recursos à disposição da empresa. O contato e manipulação da matéria-prima inclui o recebimento de todo material bruto, a equipe responsável por receber os itens vai fazer o primeiro contato e armazenar da maneira correta. O processo de transformação com as técnicas correspondentes à indústria utiliza tratamentos quentes, frios, mecânicos ou de diferentes tipos. O principal objetivo é proteger tudo contra a deterioração ao longo dos outros processos de fabricação e a criação dos produtos; e posteriormente, entregar os itens padronizados.

Existem quatro tipos básicos de processos químicos no que diz respeito as técnicas de processamento das matérias: O mais antigo é o processo de fabricação em lote, que envolve uma sequência claramente definida, visando entregar no fim um número específico e determinado de produtos que vão compor esse lote. Na sequência o equipamento é limpo, pronto para produzir o próximo lote, quando necessário. Os produtos são retirados em lotes e depois transportados. O processo de fabricação contínuo ocorre em linhas de produção que produzem os mesmos itens, funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante todo o ano, e se comprometem com uma taxa de produção elevada. Exigem requisitos de configuração mínimos ou com poucas mudanças e velocidades de operação podem ser aumentadas ou diminuídas para atender às demandas. Nas indústrias de energia ou química, principalmente, esse é o tipo de sequência de processos industriais utilizado. Operações de fabricação discretas são aqueles processos que ocorrem em linha de montagem ou produção, são extremamente diversificados, e a variação de configurações na produção e frequências de mudanças são maiores. Em geral, os produtos são de grande porte. Na fabricação por Oficina de Trabalho ocorre o uso de áreas de produção em vez de linhas de montagem, a produção de lotes menores de produtos que são personalizados e sob encomenda para uma data especial ou comemorativa. Dessa forma a entrega demanda durante uma época do ano.

Os produtos químicos podem ser inorgânicos como cloro e álcalis, intermediários para fertilizantes, gases industriais. Os produtos químicos orgânicos incluem os petroquímicos básicos, intermediários para plastificantes, resinas, fibras e elastômeros, defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários, sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal, tintas, vernizes, esmaltes, lacas e produtos afins impermeabilizantes e solventes, adesivos e selantes, explosivos, aditivos de uso industrial, catalisadores. E por fim, os produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

Segundo a ABIQUIM, em 2018, o montante de exportação de produtos químicos chegou a US$ 11,7 bilhões.

Autoria

  • Karla Acemano De Jesus
    Engenheira
    Mesquita-RJ
    Doutora em Engenheira Química e Especialista em Eng de Segurança e Higiene do Trabalho. Docente, Perita e Consultora técnica.

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