Cercados de pessoas horríveis!

Cercados de pessoas horríveis!

Você já ouviu a frase "QUEM QUER RIR, TEM QUE FAZER RIR". Certo? Frase famosa dita no filme Tropa de Elite, do diretor José Padilha, lançado em 2007. 

E se eu te disser que estamos vivendo esta realidade hoje diante de nossos próprios profissionais de engenharia, mas com ainda mais gravidade, pois quem está rindo, faz a maior questão de, além de não ajudar, prejudicar ainda mais quem precisa rir pelo menos um pouco para sair da difícil realidade atual.

Mas isto é um desabafo? Não! É pesquisa e vou explicar em cada detalhe como isto foi feito e você vai entender porque é tão difícil empreender, vender ou até mesmo convencer profissionais de engenharia, principalmente os de ensino superior.

Iniciamos uma nova etapa no desenvolvimento de um novo sistema de oportunidades para profissionais de engenharia, onde decidimos por valorizar os profissionais que empreendem e os criadores de conteúdo, lembrando que todos, sem excessão, são colegas de profissão. Então começamos a disparar alguns modelos de boletins informativos.

Acontece que temos em nossa lista de distribuição diversos tipos de profissionais e sabemos quem está empregado, quem empreende, quem ensina e quem precisa de novas oportunidades. Com isto, criamos alguns modelos de boletins, um com vagas de emprego e estágio, outro com venda de cursos e treinamentos gerados por colegas de profissão e ainda outro com conteúdos exclusivos e técnicos, incluive perguntando em muitos deles a opinião dos profissionais sobre diversos assuntos. Os resultados foram assustadores.

Quando enviamos o boletim com vagas de emprego e estágio sem qualquer tipo de propaganda, recebemos inúmeras visitas e mensagens por WhatsApp de pessoas enviando seus currículos. Acreditamos estar no caminho certo, ajudando pessoas que precisam, mas para nossa surpresa, recebemos muitas respostas direto no corpo do e-mail xingando nossos funcionários, em sua maioria mulheres, de profissionais reclamando que não queriam receber mais este tipo de e-mail porque não precisavam e não tinham interesse, porém, não pára por aí. TODOS os profissionais que tomaram esta atitude, sem excessão, são profissionais que têm seu emprego garantido em alguma empresa ou órgão governamental. Foram respostas extremamente agressivas, quando esperávamos que estes profissionais encaminhassem estas oportunidades para quem realmente precisa. Foi uma sensação hirrível para nós.

Todos os dias nossos funcionários acordam cedo para analisar como está o mercado e quais são as melhores oportunidades para colegas de profissão que precisam trabalhar. Incentivamos o empreendedorismo e damos diversas dicas sobre alternativas de trabalho para que quem precisa tenha como sustentar suas famílias, mas pessoas como um tal de Carlos Maia, por exemplo, nos enviaram e-mails com palavrões pesados, pelo simples fato de estarmos ajudando pessoas.

O segundo modelo de e-mail foi enviado, onde negociamos diversos cursos e treinamentos a valores acessíveis para que os profissionais conseguissem se capacitar e, é claro, com uma pequena comissão para que nós também pudéssemos tirar o nosso sustento, mas para nossa surpresa, recebemos ainda mais xingamentos e uma falta de compreensão enorme. Inclusive alguns profissionais chegaram ao extremos de nos chamar de vagabundos. Lembrando que todo o conteúdo que enviamos foi criado por colegas de profissão.

O terceiro modelo foi anunciando nossos grupos de networking, gratuitos, onde profissionais podem trocar ideias, arquivos e até mesmo trabalhos entre si. A ideia seria gerar renda entre os próprios profissionais. Muitos profissionais entraram nos grupos, outros simplesmente removeram seus cadastros e outros, como já esparado, nos xingaram.

Acontece que parei para pensar se realmente valeria a pena continuar investindo em profissionais de engenharia, pois ao nosso ver, eles não estão interessados em nada do que é feito exclusivamente para eles e somente se manifestam quando é para falar mal do CREA, culpando o Conselho por seus desafetos ou suas insatisfações.

Poucos sabem o quanto nós realmente lutamos por eles. Até mesmo concursos públicos foram cancelados a nosso pedido por oferecerem salários ridículos para engenheiros. Para ser mais exato, algumas prefeituras estavam oferecendo apenas um salário mínimo mensal para engenheiros. Então ligamos diretamente para o prefeito e conseguimos cancelar os tais concursos.

Me pergunto o que mais estes profissionais querem ou precisam para enxergar que devem se apoiar em um momento tão crítico que estamos vivendo. 

Me pergunto também qual será o resultado de tanta soberba por parte destes profissionais, que querem tanto para si que estão a cada dia perdendo cada vez mais atribuições. 

Esta semana mesmo recebemos uma reclamação inusitada, onde um profissional foi bem claro quando disse que "hoje qualquer imbecil pode ser engenheiro com suas parafernalhas tecnológicas", ou seja, precisamos viver com tecnologias antiquadas para agradar quem não quer se especializar? 

E você? O que acha sobre estas informações? Ou você faz parte deste grupo de pessoas horríveis que se formaram na engenharia? 

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