Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração investe em Nióbio e mercado de baterias para carros elétricos

07/04/2021 - 16:30

A CBMM é uma empresa privada brasileira de metalurgia e tecnologia, líder mundial em seu campo de atuação, com sede em Araxá, no estado de Minas Gerais, que tem como foco o desenvolvimento de tecnologias e produtos do niobio. Fundada em 1955, a empresa é controlada desde 1965 pela família Moreira Salles, ex-proprietários do antigo conglomerado Unibanco, e principais acionistas individuais do atual Itau-Unibanco. 
A CBMM é líder mundial na comercialização de produtos de nióbio, produzido a partir de uma mina de pirocloro (materia-prima para produçao de niobio) em Araxá.

  

A CBMM pretende aumentar as vendas de produtos de nióbio, por isso a empresa espera diversificar o mercado e voltar-se para o setor automotivo na área de baterias para veículos elétricos. A CBMM é uma empresa brasileira com sede no país e controlada pela empresa que comercializa produtos industrializados de nióbio em todo o mundo. A empresa investe de 150 milhões de reais a 200 milhões de reais por ano em pesquisa e inovação de metais. A CBMM planeja aumentar as vendas de nióbio, abrindo novas estratégias para atrair diversos ramos de baterias para veículos elétricos, como o automotivo.

No que se refere às baterias para veículos elétricos, a principal aposta fora do core business é o setor automotivo. No entanto, a maior parcela dos investimentos em pesquisa e inovação ainda vem da indústria do aço, que planeja faturar 100 milhões de reais até 2021. O Gerente Executivo de Estratégia e Novos Negócios da CBMM, Rodrigo Amado, disse: "Nosso núcleo ainda é uma fonte importante de crescimento nos próximos cinco a dez anos. O mundo espera que o nióbio tenha o aço mais leve e durável."

   

Investimento em baterias de carros elétricos 

Outra área de pesquisa e desenvolvimento na indústria do aço é o setor automotivo, com foco em planos de baterias. A empresa estima que, em dez anos, o negócio de baterias para veículos elétricos representará uma parcela significativa (aproximadamente 25%) das vendas de nióbio fora da indústria siderúrgica. O gerente executivo disse que estão negociando com start-ups internacionais para acelerar o desenvolvimento da área. Segundo Rodrigo, as baterias estão longe de ser a única aplicação do nióbio no setor automotivo. Ele disse que o nióbio pode ser usado em carregadores, sistemas de freios, certas rodas e no design do próprio carro. Amado acrescentou que, com o uso de nióbio em peças e máquinas, os carros ficaram mais leves e eficientes.

 

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